Porto Itapoa Foto de Roberto ZacariasSECOM

Destaques: em julho, SC registrou alta de 13,3% nas vendas externas de carne de aves e queda de 20,6% nas exportações aos EUA

Santa Catarina alcançou no mês de julho receita de US$ 1,129 bilhão em exportações, o que significa um crescimento de 2,4% frente ao mesmo período do ano passado. O grande destaque positivo foi o crescimento de 13,3% nas vendas de carne de aves, alcançando faturamento de US$ 196 milhões. O destaque negativo foi o recuo de 20,6% na receita de vendas para os Estados Unidos. No acumulado do ano, as exportações do estado somaram US$ 7,3 bilhões, 4,2% mais frente aos mesmos meses de 2025.

O economista-chefe da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Pablo Bittencourt, afirma que a entidade recebeu o resultado da balança comercial do estado até julho como uma surpresa positiva diante da série de adversidades para exportar, como as tarifas dos Estados Unidos e restrições no Estreito de Ormuz em função da guerra.

Avanço em outros mercados

“As exportações para os Estados Unidos que caíram por causa das tarifas foram compensadas pela expansão para outros destinos. Os principais novos destinos são União Europeia, China e Japão. Os avanços foram principalmente nas exportações de carnes de aves e carne suína. Então, as perdas, que  são principalmente de madeira, móveis e outros itens aos EUA, foram compensadas por ganhos com vendas de produtos agroalimentares”, explica Pablo Bittencourt.

As exportações aos EUA, que caíram 20,6% em julho frente ao mesmo mês de 2025, foram concentradas principalmente nas vendas de madeiras e móveis que tiveram um recuo de US$ 18,1 milhões, e de máquinas e equipamentos, com retração de US$ 12,3 milhões. O recuo no setor de madeira ficou em 31%, o que mostra o impacto do tarifaço nas regiões do Planalto Norte e Serrada de Santa Catarina.

De acordo com o economista, o mercado dos Estados Unidos terá mais atenção a partir de agosto porque o novo tarifaço de 37,5% começou em 15 de julho, por isso, não mostrou ainda o impacto total no mês.

Exportações maiores de proteínas

A apuração da equipe do economista mostra que as vendas de carnes de aves foram impulsionadas principalmente com mais compras pela China, Coreia do Sul e Chile, enquanto o México e o Reino Unido reduziram aquisições. 

As exportações de carne suína tiveram queda de 1,3% em julho e totalizaram receita de 151,6 milhões. Isso porque Filipinas, Chile, China e Canadá compraram menos. Mas o setor de proteínas teve uma informação nova. As vendas de carnes e miudezas salgadas e defumadas saltaram de US$ 8,9 milhões para US$ 31,3 milhões em função da abertura do mercado da Holanda.

No segmento metalmecânico, motores e geradores elétricos recuaram 5,9% devido a vendas menores para França e Alemanha, apesar dos avanços em África do Sul e Holanda. As exportações de partes para motores, que são as autopeças, recuaram 17,7%, pressionadas principalmente por Estados Unidos, México e Reino Unido, enquanto Japão e Holanda registraram crescimento.

Importações em alta

De acordo com a balança comercial catarinense, as importações estão em ritmo mais elevado. No mês de julho alcançaram US$ 3,4 bilhões de dólares, com alta de 15,7% frente a julho do ano passado. No ano, somaram US$ 21 bilhões, com crescimento de 9,1% frente aos mesmos meses de 2025.

Via NSCTotal – Coluna Estela Benetti