Os dados são do Panorama Setorial dos Pequenos Negócios do segundo trimestre de 2026, uma sondagem realizada pelo Sebrae/SC
No segundo trimestre deste ano, 45,9% das pequenas empresas de Santa Catarina enfrentaram queda de faturamento enquanto no trimestre anterior, 42,7% apontaram essa dificuldade. Os dados são da pesquisa Panorama Setorial dos Pequenos Negócios realizada pelo Sebrae/SC. Questionados sobre os maiores obstáculos, do total de empresários entrevistados, 31,2% informaram falta de clientes e 29,6%, aumento de custos.
A pesquisa ouviu em julho 388 empreendedores dos setores de serviços, comércio, indústria, construção civil e agropecuária, incluindo proporção entre micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEIs).
O levantamento apurou que para divulgar seus negócios, 45,1% utilizaram redes sociais e anúncios online. Sobre o uso de inteligência artificial (IA), 49% informaram que usam em marketing.
Na pergunta sobre como percebem o próprio negócio: 40,5% informaram que têm uma visão neutra, 29,9% negativa e 29,6%, positiva. Isso mostra um cenário de cautela e pouca definição, que pode ser atribuído aos obstáculos do dia a dia da economia brasileira, que são os juros altos e a maioria das famílias endividadas. Além disso, existe a indefinição sobre a eleição.
“O 2º trimestre de 2026 reforça a capacidade de adaptação do empreendedor catarinense. Mesmo diante de um cenário de cautela e de redução de faturamento apontada por 45,9% das empresas, vemos a consolidação das redes sociais como a grande vitrine do pequeno negócio. A busca ativa por clientes tornou-se prioridade total e a comunicação digital é a ferramenta imediata que o empresário utiliza para proteger suas margens e impulsionar suas vendas”, analisa Roberto Philippi Füllgraf, gerente de Gestão Estratégica do Sebrae/SC.
Como estão as finanças
A pesquisa apurou também informações sobre as finanças das micro e pequenas empresas. Das entrevistadas, 23,7% revelaram ter contratado empréstimo no segundo trimestre, um porcentual menor do que no primeiro trimestre deste ano, quando 27,7% fizeram esse tipo de operação. O endividamento por empréstimos caiu:11,3% revelaram ter esse tipo de débito. No primeiro trimestre, 13,9% destacaram ter dívida financeira.
Via NSCTotal

