Inflação de SC segue acima da média nacional e país teve queda de preços
Agosto fechou com variações opostas de custo de vida no Brasil e em Santa Catarina. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país apurada pelo IBGE, divulgado sexta-feira (11) teve queda de 0,32%, o que significa deflação. O Índice de Custo de Vida (ICV) apurado pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas ESAG/Udesc, registrou no mês aumento de 0,35%.
A queda da inflação nacional foi a maior desde agosto de 2022, quando recuou 0,36%. Com essa retração, a inflação acumulou alta de 3,11% até agosto deste ano e de 4,22% nos últimos 12 meses.
Os principais grupos de produtos que puxaram o resultado nacional para baixo foram Habitação (-1,87%,), Alimentos e bebidas (-0,34%), Transportes (-0,86%) e Comunicação (-0,09%). Tiveram alta Artigos de residência (064%), Vestuário (0,12%), Saúde e cuidados pessoais (0,23%), Despesas pessoais (1,30%) e Educação (0,47%).
Um dos impactos importantes para a deflação de agosto veio do grupo Habitação, que caiu em função da tarifa de energia. Isso porque foi incorporado o Bônus Itaipu, gerando redução média de 7,63% na conta de luz de residências. Esse bônus é um fator controlado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Também pesou a redução do grupo Transportes, que teve queda de preços de passagens aéreas em 13,17% e preços dos combustíveis em 0,91%.
Inflação em Santa Catarina
Em Santa Catarina, o índice de preços, que é calculado com a mesma metodologia usada pelo IBGE para o IPCA, apurou alta de 0,35% em agosto, o que resultou em inflação acumulada no ano de 4,40% e nos últimos 12 meses, de 5,18%.
Os grupos que tiveram alta foram Habitação (0,95%), Alimentos e Bebidas (0,60%), Artigos de residência (1,02%) e Despesas pessoais (1,75%). Tiveram queda os grupos Transportes (-0,37%), Vestuário (-1,61%), Saúde e cuidados pessoais (-0,13%), Educação (-0,19%) e Comunicação (-0,31%).
Enquanto no Brasil a conta de luz puxou o resultado da inflação para baixo, em Santa Catarina ela puxou para cima pelo fato de agosto de 2026 ter sido mês de revisão tarifária da Celesc. Assim, o grupo Habitação subiu 0,95% no estado no mês, com alta média de 9,25% na conta de luz residencial.
O grupo Alimentação e bebidas teve alta de 0,60% em agosto. Os alimentos em domicílio subiram 0,86%. Quase todos os subgrupos alimentícios ficaram mais caros. Cereais e leguminosas subiram 3,04%, panificados tiveram alta de 1,92% e carnes subiram 1,39%. Somente frutas caíram 5,53%.
Vale destacar que o grupo de alimentos foi o que mais subiu em SC nos últimos 12 meses, com alta acumulada de 9,33% enquanto a média da inflação ficou em 5,18%.
Alto custo de vida
As pessoas continuam sentindo o impacto do elevado custo de vida, embora com variação menor de inflação, porque a maioria dos preços subiram nos últimos anos e seguem subindo, a renda familiar não acompanhou e, além disso, entrou um custo novo que é dos juros altos por longo período.
Essas maiores taxas de juros são as principais causas de endividamento e inadimplência das famílias. De acordo com pesquisa da Confederação Nacional do Comércio, em julho 82% das famílias brasileiras tinham dívidas e 29,8% estavam débitos em atraso.
Via NSCTotal

