Reforma à meia boca?

Se um tema ficar em evidência por mais de três décadas, principalmente em campanhas à presidência da República, presume-se que ao final, após infinitas discussões e costuras, se tenha um desfecho que contemple a maioria. Por outro lado, se permanecerem no clima dos debates e “emendas”, infinitas e até infrutíferas, certamente não se chegará a consenso algum, tornando-as “pior que o soneto”. Foi assim que na última semana o Senado aprovou o texto base da Reforma Tributária alterando alguns dispositivos conferidos na Câmara, cuja casa deve retornar para nova apreciação e votação. Caso insira outras, novamente volta ao Senado num trâmite obrigatório. Exceto, em se tratando de supressão, eliminando discrepâncias.

Têm discordâncias

Setores que se sentem prejudicados prometem fazer barulho na Câmara dos Deputados. O que deve acontecer ainda nas bases quando esses mesmos serão visitados por representantes apresentando sugestões para alterações. Ninguém quer pagar mais, ou de repente… nada. Que fique claro; a torcida é grande pela aprovação, porém imagina-se pagar menos. Enganam-se quando pensam que os Entes também querem receber menos. Basta olhar as viagens, ainda que alguns a passeio, de representantes do governo e municípios à capital Federal. Mas também a maior fatia não pode se concentrar no Planalto.

Direitos iguais

Serviços relacionados às atividades da tecnologia reclamam que a alíquota sobre seus serviços será encarecida possibilitando o fechamento de empresas e a consequente evasão de mão de obra especializada. Montadoras também não se conformam pela brecha populista cedida, segundo, por intermédio do próprio presidente, quando beneficiou uma localizada no Nordeste, cujo objeto era carro elétrico, mas que acabou englobando todo o tipo de produção. Montadoras conhecidas do sul e sudeste prometem bronca. Ou se equipara todas, ou a beneficiada volta a operar somente com carro elétrico. Numa síntese pode-se perceber que a reforma dos sonhos não irá acontecer. Pode e deve ser melhorada, para não parecer feita à meia boca

SPC e Serasa

Quando o sonho não pode ser realizado devido a uma série de circunstâncias, começando pela financeira, surgem as frustrações, mas também as análises para verificar o que está causando o problema. Seria mês a mais do que o dinheiro aguardado, falta de planejamento, acontecimento inesperado no meio do caminho etc.? Mas a conta chega, e a quem se deve, não costuma tolerar. No campo nacional as pessoas físicas “enroladas” tiveram um star que veio aliviar colocando-as num patamar de convívio. O desenrola ofertado por bancos e setor público tem sido a salvação da lavoura, tirando muitos do SPC e Serasa.

Desenrola Floripa

Assim também Florianópolis está, desta forma, possibilitando que contribuintes possam parcelar suas dívidas com prazos dilatados e com redução de multas e juros. Interessante procurar o setor responsável para maiores detalhes. Outros municípios também possuem programas de benefícios. Em Tubarão o prazo do REFIS se encerra em 20 de dezembro. O leitor deve ficar atento e verificar se em seu município também não existe programa semelhante. São oportunidades únicas que poderão depois facilitar a realização dos seus sonhos.

Refletindo

“Tente mover o mundo, mas comece movendo a si mesmo.” Platão, autor do livro “A República”, há 400 antes de Cristo. “Ontem, 134 anos da Proclamação. Uma ótima semana!

Por Pedro Hermínio Maria – Auditor Fiscal aposentado da Receita Estadual de SC

“Este é um artigo de opinião, cujo teor é de inteira responsabilidade do autor, e não expressa necessariamente a opinião desta entidade, não sendo, portanto, por ela endossado.”