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Mais uma vez, Santa Catarina superou a média do país na prévia do PIB, com alta de 6,8% no acumulado de janeiro e fevereiro frente aos mesmos meses do ano passado

Contrariando previsões de que a economia começaria o ano com ritmo mais fraco em função da alta dos juros, a atividade econômica de Santa Catarina mostrou crescimento acima do esperado nos dois primeiros meses do ano. O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC), apurado pelo Banco Central e considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), mostra que a economia do estado cresceu 6,8% no bimestre de janeiro e fevereiro frente a igual período de 2024. O resultado ficou acima da média nacional, que cresceu 3,8%, também acima do estimado, nessa mesma comparação.   

O indicador, acompanhado e consolidado pelo Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias do Estado, mostra que o crescimento catarinense foi mais puxado pela produção industrial, que avançou 7,6% no período na comparação com igual período do ano anterior. Mas os outros setores também tiveram alta relevante: o comércio ampliado cresceu 6,7% e os serviços avançaram 4,5% na mesma comparação.  

No caso da indústria, os setores que mais colaboraram para a alta foram a fabricação de produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos) que cresceu 21,1% no bimestre na comparação com os mesmos meses de 2024. Em segundo lugar veio o grupo de máquinas e equipamentos, com alta de 20,2%; e em terceiro, a fabricação de produtos minerais não metálicos (revestimentos cerâmicos e louças de porcelana), com aumento de 19,7%.

O varejo ampliado registrou maiores crescimentos no acumulado de janeiro e fevereiro ante o mesmo período do ano anterior nos setores de ‘outros artigos de uso pessoal e doméstico’, com 21,8%; seguido por 11,3% nas vendas de tecidos, vestuário e calçados e de 8,7% na venda de veículos, motocicletas, partes e peças.

No caso dos serviços, que têm maior peso no PIB (65,4% em 2022), os maiores crescimentos no primeiro bimestre foram registrados nos serviços prestados às famílias, com alta de 12,2% em relação ao mesmo período de 2024, seguido por 11,4% nas atividades turísticas e 7,8% nos serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio.

O IBCR SC teve queda de -0,2% frente ao mês anterior, janeiro enquanto o Brasil cresceu 0,4% na mesma comparação. A expectativa é de que a economia de SC ainda apresente elevado ritmo de atividade nos meses de março e abril, em especial na indústria, porque ainda não foi impactada pelas tarifas dos Estados Unidos e a economia brasileira também mantém elevado ritmo de atividade, apesar dos juros altos.

O cenário traçado pelos economistas para este ano é mais difícil. A projeção do último Boletim Focus, de 14 de abril (segunda-feira) é de inflação em 5,65%, crescimento anual do PIB em 1,98% e dólar em R$ 5,97. A economia será impactada pelas consequências das tarifas dos Estados Unidos e, no Brasil, pelo déficit das contas públicas, dólar alto e inflação alta, além de outras consequências de medidas visando a eleição de 2026.  

Via NSCTotal