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Investimentos menores indica menos produção e menos crescimento no futuro

A economia brasileira encerrou o terceiro trimestre com variação positiva, alta de 0,1% frente ao trimestre anterior. Surpreendeu porque a maioria do mercado esperava -0.2%. Mas a retração da taxa de investimento para 16,6% frente a 18,3% no mesmo período do ano anterior preocupa porque mostra que o setor produtivo está pessimista.

Os dados do PIB do Brasil do terceiro trimestre foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (05). Frente ao mesmo período de 2022, cresceu 2,0% e no acumulado dos últimos quatro trimestres (12 meses) o PIB cresceu 3,1%, com impulso maior do agronegócio no primeiro trimestre do ano. Neste ano, a alta alcançou 3,2%.

O PIB do terceiro trimestre frente ao imediatamente anterior resultou da queda de -3,3% da agropecuária, alta de 0,6% da indústria, alta de 0,6% dos serviços, aumento de 1,1% do consumo das famílias e alta de 0,5% do consumo do governo. As exportações de bens e serviços cresceram 3% e as importações caíram -2,1%.

A taxa de investimento resulta das aquisições de bens de capital (máquinas e equipamentos) por parte das empresas e vendas de materiais de construção.

Se essa taxa cai, mostra que o setor empresarial está investindo menos porque confia menos no presente e no futuro da economia. Isso significa retração de atividade econômica, de receitas e de empregos. O ideal para o Brasil seria taxa de investimento acima de 25% do PIB e não os 16,6% registrados.

A taxa de poupança, que também ajuda nos investimentos, ficou em 15,7% no terceiro trimestre de
2023. Foi menor do que a do mesmo período de 2022, que estava em 16,3%.

Nessa divulgação, o IBGE também aproveitou para informar que atualizou o PIB do segundo trimestre, que havia fechado com alta de 0,9%. Agora, foi revisada para 1%.

Os PIBs estaduais saem mais de um ano depois. Mas a cada trimestre, o governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Planejamento, faz uma estimativa em trabalho coordenado pelo economisa Paulo Zoldan. A ultima projeção foi do segundo trimestre deste ano, quando apontou alta de 4,2% dio PIB catarinense no período acumulado de 12 meses até junho. O Brasil cresceu 3,1% em 12 meses até setembro último.

Via NSCTotal – Coluna Estela Benetti