Estado tem pauta diversificada ao mercado americano, que vai de motores elétricos, madeiras e móveis a iates e gelatina
Com a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar o tarifaço do presidente Donald Trump, desde a última terça-feira (24), os produtos do Brasil exportados ao mercado americano estão livres do tarifaço de 50%. Passaram a ter taxação de 10%, tarifa adotada por Trump após a decisão da Justiça, embora ameace com elevação para 15% a todos os países. De qualquer forma, essas alternativas menores animam exportadores de Santa Catarina que perderam mercado ou fizeram esforço pagando parte da taxa para manter contratos com clientes americanos. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estimou, com dados de 2024, que esse fim do tarifaço deve impactar positivamente em US$ 21,6 bilhões por ano em exportações brasileiras aos EUA.
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) considerou positiva a derrubada das tarifas pela Suprema Corte, mas a entidade divulgou nota alertando que a reação com nova taxa evidencia a determinação da administração Trump de manter a cobrança.
– São decisões que aumentam a insegurança nos negócios com os Estados Unidos – afirmou o presidente da Federação, Gilberto Seleme.
A presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante, destacou que a federação segue apoiando a indústria catarinense na busca da diversificação de mercados no exterior. Segundo ela, as empresas precisam diversificar mercados.
Em SC, o setor mais beneficiado pelo fim da taxação de 50% será o de madeira e móveis. Mas a mudança também melhora a vida de grandes companhias metalmecânicas do estado, como a WEG, Tupy, Nidec e Schulz, que estão fazendo grande esforço para ter bons resultados no meio dessa situação difícil.
Mais algumas dezenas de empresas que vendem ou vendiam aos EUA serão beneficiadas, entre as quais indústrias de revestimentos cerâmicos, plásticos, têxteis, barcos de lazer, gelatina, pescados, couros, máquinas e equipamentos também estão numa situação melhor agora.
Estudo da organização Global Trade Alert, apurou que o Brasil será o país mais beneficiado com a mudança. Mas, mesmo com a mudança, indústrias de SC serão mais cautelosas nas exportações ao mercado, principalmente até quando durar o governo Trump, em janeiro de 2029.

