Com impacto maior do recuo da indústria, economia de SC fica estável no acumulado de janeiro e fevereiro
Santa Catarina registrou estabilidade na economia no primeiro bimestre de 2026. É isso que mostra o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central, também considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado teve impacto dos recuos registrados nos setores de indústria e serviços e ficou abaixo da média nacional, que cresceu 0,4% no mesmo período.
Na comparação de fevereiro frente a janeiro (mês anterior) o IBCR teve alta de 0,5%, mostrou o Banco Central. Esse indicador é acompanhado pelo Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de SC. A entidade aponta como causas principais da estabilidade os juros básicos altos, que restringiram o crédito e dificuldades para exportar, em especial aos Estados Unidos, devido ao tarifaço.
No primeiro bimestre deste ano, entre os grandes setores considerados no indicador, a indústria foi o que teve maior retração no período, de -6,2%. Os setores que tiveram as maiores quedas foram na fabricação de automóveis, reboques e carrocerias (-20,4%), produção de móveis (-22,6%) e fabricação de máquinas e equipamentos (-16,5%).
Outro setor que teve retração no primeiro trimestre em SC foi o de serviços, com recuo de -1,2% frente aos mesmos meses do ano anterior. Os maiores impactos vieram da retração dos serviços às famílias, de -8,9% e de -6% no grupo de outros serviços.
O comércio ampliado, que também entra no cálculo do IBCR, cresceu 2,4% nos dois primeiros meses do ano frente aos mesmos de 2025. Entre os setores que tiveram maiores altas nas vendas estão equipamentos e materiais de escritório, com alta de 47% em fevereiro e hipermercados e supermercados, de 7,3%.
Via NSCTotal – Coluna Estela Benetti
