Resultado tem alta real de 10,7% em relação a maio de 2025 e é o maior para o mês na série histórica
A arrecadação federal somou R$ 266,793 bilhões em maio, com aumento real de 10,7% em relação ao mesmo mês de 2025, descontada a inflação pelo IPCA. O resultado é o maior já registrado para meses de maio na série histórica, iniciada em 2000. Os números foram divulgados na quinta-feira (25/6) pela Receita Federal do Brasil (RFB).
Do total arrecadado em maio, R$ 256,316 bilhões correspondem a tributos administrados pela Receita Federal, com alta real de 9,39% em relação ao mesmo mês de 2025. Já as receitas administradas por outros órgãos somaram R$ 10,477 bilhões, avanço real de 56,28%.
O resultado de maio foi influenciado por fatores como a incidência do Imposto de Exportação sobre petróleo, medida criada para compensar a redução de alíquotas do diesel no contexto do conflito no Oriente Médio. O valor arrecadado com essa medida foi de R$ 1,048 bilhão no mês.
Já a Receita Previdenciária totalizou R$ 63,275 bilhões em maio, com aumento real de 4,88% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado refletiu o crescimento real de 4,30% da massa salarial de abril na comparação com o mesmo mês do ano passado.
A arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) somou R$ 36,767 bilhões, crescimento real de 33,11%.
Outro fator que contribuiu para o crescimento da arrecadação foi a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos, em vigor desde janeiro de 2025.
Acumulado do ano
No acumulado de janeiro a maio, a arrecadação federal chegou a R$ 1,323 trilhão, com alta de 6,42% acima da inflação em relação ao mesmo período de 2025 . O valor é também o maior já registrado para o período na série histórica.

