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Após conversa na sede da Fazenda, o presidente da entidade disse que saiu confiante sobre alíquota do chamado “imposto do pecado”, que faz parte da reforma tributária

O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, se reuniu com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta segunda-feira (6/7), para tratar sobre a definição da alíquota do Imposto Seletivo — também conhecido como “imposto do pecado” —, que deve incidir sobre uma lista de produtos e serviços considerados “nocivos à saúde e ao meio ambiente”, a partir de 2027.

Segundo o líder da entidade, o setor teme um possível aumento excessivo de carga tributária a partir do próximo ano. Durante a reunião, ele pediu maior previsibilidade sobre a taxa que será aplicada a produtos como bebidas alcoólicas, refrigerantes, veículos poluentes e sobre parte da indústria extrativa.

“Nós precisamos tranquilizar e dar previsibilidade para as indústrias ao qual o imposto seletivo vai ser atingido, que eles possam fazer o planejamento de 2027, o planejamento de investimentos, o planejamento de logística, planejamento de estruturas comerciais, que são fundamentais”, salientou Alban.

O presidente da CNI disse ter saído da reunião com a “certeza” de essa previsibilidade será concedida “o quanto antes” e defendeu que a finalidade do Imposto Seletivo não pode ser de elevar a carga tributária sobre esses produtos, em relação aos padrões atuais. Ele lembrou que o IS substituirá a alíquota adicional do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que já existe atualmente sobre esses itens e serviços.

“Estamos no processo de definição, certamente foi garantido o diálogo e a discussão com todos os setores envolvidos para que a gente possa ser o mais efetivo e correto possível com todos os setores dentro desses dois conceitos: previsibilidade e não representará aumento de carga sobre esses produtos, o qual já tem uma carga adicional bastante relevante”, reforçou.

Via Correio Braziliense