Ruídos de comunicação na SEF

Se aprender com a própria experiência é importante, com outras pessoas acelera-se o crescimento. Assim, quando se ingressa no setor público ou privado, depara-se com situações corriqueiras, algumas inusitadas e até controversas. O passar dos anos contribui para aprimorar o que então era desconhecido, eliminando verdadeiros ruídos e contribuindo para o avanço. O conhecimento compartilhado encurta caminhos e evita erros já cometidos. Na última quinta-feira, a OAB Tubarão recepcionou o secretário da Fazenda Cleverson Siewert no encontro que reuniu especialistas para discutir os desafios e as perspectivas dos setores no atual cenário macroeconômico. Tema importante que, ainda que não diretamente ligado à debatida Reforma Tributária, pela ótica dos auditores fiscais e analistas lotados na 11ª Gerência Regional da Fazenda, que fica a cerca de 300 metros do local de realização do evento, foi devidamente chancelado. Se houve investimentos do governo, muitos deles são frutos da arrecadação de impostos, pela lógica, ligados às funções fiscais. Questionada sobre o evento, a gerência e os demais colegas não souberam que o seu “chefe” esteve tão próximo e sequer puderam comparecer para cumprimentá-lo. Acredita-se na agenda apertada, mas que dentro de uma assessoria atenta e com planejamento, em tempos tão avançados, poderia se evitar ruídos dessa natureza na comunicação.

Avaliação nacional
A gestão pública tem suas avaliações e, no ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), Santa Catarina registrou 98,472% dos pontos possíveis nas verificações referentes a 2025, mantendo o conceito A, o melhor grau desde 2019. Na prática, o desempenho fortalece a credibilidade institucional do estado e contribui para ampliar a segurança na avaliação das contas públicas. Na mesma linha, a prefeitura de Florianópolis alcançou seu melhor desempenho, obtendo a 7ª colocação entre as capitais, com 99% de conformidade, mantendo-a com nota máxima. Os parabéns aos entes avaliados e que seus gestores sigam elevando os índices.

199359278329
Da esquerda para a direita: Djalma, Inácio e Rogério

Peregrinos no caminho da fé
O ramal tronco do Caminho da Fé, que parte de Águas da Prata/SP até o Santuário de Aparecida, não perde nada para o Caminho de Compostela, segundo o gaúcho Inácio Flores. O mentor do Caminho do Sul (São Leopoldo/Nova Trento – 687 km) trilhou, dos dias 13 a 28 de junho, o Caminho da Fé (352 km) e teve como parceiros peregrinos do Caminho das Santas (Imbituba/Nova Trento – 210 km): Djalma Sá, de Laguna; Rogério Pereira, de São Ludgero; Mário Leidemer, de Brasília; entre outros. Um caminho acolhedor, de grau difícil e muito bonito. Novos desafios os aguardam.

Refletindo
 “O que o leva a algum lugar é ação, e não as desculpas.” Ótima semana!

Por Pedro Hermínio Maria – Auditor Fiscal aposentado da Receita Estadual de SC

“Este é um artigo de opinião, cujo teor é de inteira responsabilidade do autor, e não expressa necessariamente a opinião desta entidade, não sendo, portanto, por ela endossado.”