Consumo em alta em SC ajudou o comércio e os serviços no primeiro semestre; a indústria recuou
Em cenário econômico difícil em função de juros altos e consumidores mais endividados, a economia catarinense mostrou fôlego no consumo no primeiro semestre de 2026, comprovam as pesquisas do IBGE. Na primeira metade do ano, o comércio ampliado liderou o crescimento no estado com alta em volume de 4,7%, seguido pelos serviços, que cresceram 1,3% frente ao mesmo período de 2025. A produção da indústria teve recuo de 1,7% na mesma comparação.
O varejo ampliado, que inclui veículos, material de construção e atacado de alimentos alcançou no primeiro semestre alta de 4,7%, acima da média nacional que ficou em 1,9%.
As maiores altas no semestre foram alcançadas por equipamentos e materiais de escritório (33,8%), livros, jornais, revistas e papelaria (11,4%), veículos e peças (7,2%), materiais de construção (7,2%), hipermercados e supermercados (5,8%) e combustíveis e lubrificantes (4,9%). Tiveram queda os setores de móveis (-14,5%), tecidos, vestuário e calçados (-4,0%), móveis e eletros (-3,3%).
Serviços crescem 1,3%
O setor de serviços alcançou o segundo melhor resultado no primeiro semestre, com crescimento de 1,3%, abaixo da média nacional que teve alta de 2,0% no período.
Os grupos que cresceram foram os de serviços profissionais, administrativos e complementares (10,4%) e serviços de informação e comunicação (6,0%). Tiveram queda os serviços para as famílias (-7,3%), outros serviços, que incluem imobiliárias, serviços financeiros e limpeza urbana (-5,6%) e serviços de transportes e correios (-2,5%).
Indústria recua 1,7%
A produção industrial catarinense recuou -1,7% no primeiro semestre de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior. O resultado ficou abaixo da média brasileira, que cresceu 0,4% no mesmo período.
O setor registrou crescimento nos grupos de produtos de borracha e plástico (10,4%), alimentos (3%), minerais não metálicos (2,2%) e metalurgia (1,9%). Os maiores recuos foram nas produções de móveis (-16,7%), veículos e reboques (-12,8%), produtos de metal (-9,8%), vestuário (-8,0), madeira (-6,5%), máquinas e equipamentos (-4,6%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,9%).
Para o segundo semestre, o cenário continua desafiador para todos os setores econômicos, com maior dificuldade para a indústria, que enfrenta queda de vendas no mercado interno em função dos juros altos e, no mercado externo devido ao tarifaço dos Estados Unidos e a guerra no Irã.
Via NSCTotal

