Pnad Contínua mostra redução para 5,9 milhões de desocupados, queda do desalento e alta da população ocupada para 103,1 milhões no trimestre encerrado em junho
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no trimestre encerrado em junho, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012. O índice caiu 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, encerrado em março, quando havia registrado 6,1%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (30/7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com a melhora do mercado de trabalho, o contingente de pessoas desocupadas caiu para 5,9 milhões, enquanto a população ocupada alcançou 103,1 milhões de trabalhadores, alta de 1,1% em relação ao trimestre anterior.
O levantamento também mostrou redução do desalento, condição em que a pessoa desiste de procurar emprego por acreditar que não conseguirá uma vaga. A população desalentada somou 2,3 milhões de pessoas, queda de 14,7% na comparação com o trimestre encerrado em março. Com isso, o percentual de desalentados recuou para 2,1% da força de trabalho.
Entre as diferentes formas de ocupação, o número de empregados no setor privado sem carteira assinada chegou a 13,6 milhões, avanço de 2,2% frente ao trimestre anterior. Já os trabalhadores com carteira assinada no setor privado totalizaram 39,4 milhões, mantendo estabilidade na comparação trimestral. O contingente de trabalhadores por conta própria permaneceu estável, em 26,1 milhões de pessoas.
Rendimento
Pelo lado da renda, o rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.738, valor estável em relação ao trimestre anterior e 2,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A massa de rendimento real habitual, que representa a soma dos rendimentos de todos os trabalhadores, foi estimada em R$ 380,3 bilhões. O indicador ficou estável na comparação com o trimestre encerrado em março, mas registrou crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado, o equivalente a um acréscimo de R$ 13,2 bilhões.

