Depois de muita pressão parlamentar, o governo aceitou fazer um novo Refis (Programa de Refinanciamento de Dívidas Federais), cuja adesão pode ser feita até 31 de agosto e a meta é arrecadar cerca de R$ 8 bilhões. Mas, mais uma vez, a Receita Federal tratou de forma diferenciada as empresas doSimples nacional e deixou esse grupo fora dessa oportunidade vantajosa. Por isso, a Federação das Associações de Pequenas Empresas de Santa Catarina (Fampesc) inicia uma mobilização que está se tornando nacional para incluir as empresas do Simples também. Segundo o presidente da Fampesc, Alcides Andrade, nesta quarta de manhã, em Brasília, as entidades catarinenses que integram o Conselho das Federações (Cofem) – Fiesc, FCDL, Fecomércio, Fetrancesc e Faesc, junto com a Fampesc, farão uma reunião com o Fórum Parlamentar Catarinense para encaminhar essa pressão. O deputado federal Jorginho Mello, que preside a Frente Parlamentar da Pequena Empresa, já apresentou projeto de emenda à MP.
– Todas as pessoas jurídicas e físicas poderão aderir ao novo Refis. Menos as empresas do Simples. Queremos as mesmas vantagens, com desconto de 80% nos juros e 50% nas multas – afirma Alcides Andrade.
Segundo ele, para as empresas do Simples foi oferecida a opção de parcelar débitos em 120 vezes, mas os juros e multas são bem mais elevados.
Via DC – Coluna Estela Benetti
