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A eleição para comando do Comitê Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) desta 3ª feira (10.mar.2026) foi realizada após um acordo entre as 3 entidades do colegiado: (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda), FNP (Frente Nacional de Prefeitos) e CNM (Confederação Nacional de Municípios).

Apuração do Portal da Reforma Tributária mostra que a distribuição foi a seguinte:

  • Presidência – Ficou com Flávio César Oliveira, presidente do Comsefaz e secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul. 
  • 1ª vice-presidência – Luiz Felipe Vidal Arellano, secretário municipal da Fazenda de São Paulo e conselheiro indicado pela FNP.
  • 2ª vice-presidência – Luiz Claudio Gomes, secretário de Fazenda de Minas Gerais e membro do Comsefaz.
  • Diretoria-executiva – Será definida no futuro pela CNM.

A presidência é o cargo de maior visibilidade. Flávio ocupa a posição desde 2025, ao considerar o chamado o Pré-Comitê Gestor –formação provisória do órgão antes que a lei sobre o tema estivesse aprovada.

A 1ª vice-presidência é um cargo estratégico. Além de substituir o chefe do órgão, será um profissional inteirado dos detalhes das decisões.

A diretoria-executiva também tem um peso forte. Será o responsável por “fazer o carro andar”, segundo técnicos disseram em reserva ao Portal. Irá assinar atos e operacionalizar decisões do colegiado.

Relatos dizem que a 2ª vice-presidência tem menos impacto, por causa de toda a hierarquia anterior.

O acordo fechado os conselheiros do Comitê prevê que a gestão eleita nesta 3ª feira dure 1 ano no formato de mandato provisório. Flávio César assumirá a presidência efetiva de 2 anos só em 2027.

A eleição deveria ter sido realizada na semana passada, em 3 de março, no encontro presencial dos técnicos em Brasília. Mas uma discordância da CNM atrapalhou os planos.

A entidade não concordava com os acordos fechados entre os estados e a FNP, em que a frente ficaria com a 1ª vice-presidência e a diretoria-executiva do órgão. A confederação não queria ficar de mãos vazias.

Há menções nos bastidores a governadores irritados com a demora para as definições do Comitê Gestor. Isso porque o colegiado demanda tempo dos secretários de Fazenda estaduais e tem avançado pouco.

Os técnicos do grupo continuam insatisfeitos com o funcionamento político do Comitê Gestor. O assunto é comentado mesmo nas reuniões das comissões temporárias do órgão, que já começaram os trabalhos.

Não agrada esse grupo a distribuição de cargos de diretorias em troca de apoio nas eleições. Isso porque não poderia haver “politicagem” em instâncias que deveriam ser autônomas e técnicas.

O COMITÊ GESTOR

O Comitê Gestor é o órgão responsável por administrar o Imposto sobre Bens e Serviços, criado pela reforma tributária. Coordena a arrecadação, a fiscalização e a distribuição da receita do tributo entre estados e municípios. Também define regras operacionais.

O colegiado tem 7 instâncias organizacionais:

  • Conselho Superior.
  • Presidência e Vice-Presidência.
  • Diretoria Executiva e as suas diretorias.
  • Secretaria-Geral.
  • Assessoria de Relações Institucionais e Interfederativas.
  • Corregedoria.
  • Auditoria Interna.

A instância mais relevante é o Conselho Superior. São 54 integrantes titulares: 27 dos estados e outros 27 dos municípios. Todos já estão empossados.

Os nomes indicados pelos governadores serão os secretários de Fazenda, Finanças ou Economia da unidade da Federação.

A CNM elegeu em 27 de janeiro seus 14 nomes para o comitê. A FNP escolheu 13 técnicos no dia 23 de janeiro. 

Os critérios para integrar o Conselho Superior como município são mais amplos. É necessário cumprir ao menos uma das exigências abaixo:

Ter experiência de ao menos 4 anos como ocupante de cargos de direção, de chefia ou de assessoramento superiores na administração tributária.

Ocupar o cargo de secretário de Fazenda, Finanças, Tributação ou similar que corresponda à autoridade máxima da administração tributária do município.

Ter experiência de ao menos 10 anos em cargo efetivo de autoridade fiscal integrante da administração tributária da cidade.

Via Portal da Reforma Tributária