IRPJ e CSLL tiveram um crescimento de 5,7% no período, enquanto receitas da Previdência avançaram em 5%
A arrecadação das receitas federais apresentou um crescimento real no primeiro semestre de 2025. O avanço, que leva em consideração a variação da inflação, de acordo com Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 6,63% no período, em relação aos meses de janeiro a junho de 2025. Com isso, a arrecadação total chegou a R$ 1,587 trilhão na primeira metade do ano, acima dos R$ 1,553 trilhão registrados no ano anterior.
No período acumulado de janeiro a junho de 2026, as receitas administradas pela Receita Federal (RFB) — como o Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) — tiveram uma arrecadação de R$ 1,522 trilhão, registrando acréscimo real de 6,83% no período.
De acordo com o Fisco, o crescimento da arrecadação no primeiro semestre foi causado, também, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária, além do PIS/Cofins, do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre os rendimentos do capital, do Imposto de Renda para Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Somente no mês de junho, houve a incidência de recolhimentos atípicos de IRPJ e CSLL, que somaram R$ 4 bilhões no período, além do Imposto de Exportação sobre óleo bruto, que chegou a R$ 3,77 bilhões. No total, entre janeiro e junho, a arrecadação de receitas não administradas pela RFB chegou a R$ 15,82 bilhões, de acordo com o relatório publicado nesta quinta-feira (30/7).
Outro destaque no primeiro semestre foi o crescimento da receita previdenciária, que chegou a R$ 381.092 milhões, com um crescimento real de 5,08%. O aumento de 3,27% da massa salarial e de 5,46% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário na primeira metade do ano contribuiu para esse resultado. Também houve um avanço de 16,85% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária, na comparação com janeiro a junho de 2025.
Foi registrado ainda aumento real de 4,45% na arrecadação conjunta de PIS/Pasep e Cofins, que chegou a R$ 309,6 bilhões no período. Entre os fatores destacados pelo Fisco está o crescimento de 10,26% nas compensações tributárias, que ocorreu principalmente após a aprovação das desonerações temporárias sobre diesel, biodiesel e querosene de aviação, em meio à crise de abastecimento causada pela guerra no Oriente Médio.

