Aeroporto Floripa em 2024 foto Lucas Amorelli NSC 944x531 1

PIB do Brasil cresceu 0,4% no segundo trimestre. Economia de SC teve recuo de atividade nos meses de abril, maio e junho frente a meses anteriores

A economia do Brasil encerrou o segundo trimestre com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,4%, resultado da alta de 0,6% dos serviços, de 0,5% da indústria e queda de -0,1% da agropecuária.  A variação do PIB, divulgado na manhã desta terça-feira pelo IBGE, é menor que a do primeiro trimestre do ano, que cresceu 1,4% puxado pela agropecuária. A perda de ritmo é um resultado esperado devido a alta taxa de juros, de 15% ao ano, para conter a inflação, que também impactou a economia de SC.

O PIB do Brasil cresceu 3,2% nos últimos 12 meses até junho e no primeiro semestre deste ano teve alta de 2,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A formação bruta de capital fixo, que mede a variação dos investimentos, recuou -2,2% no segundo trimestre frente ao primeiro deste ano e a taxa de investimentos, que impulsiona o crescimento, ficou em 16,8% do PIB no período, acima dos 16,6% do segundo trimestre de 2024.

Os dados de PIB dos estados saem mais de um ano depois. Até lá, um indicador considerado é o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), apurado pelo Banco Central e considerado uma prévia do PIB. Em SC, ele mostrou que no primeiro semestre a economia catarinense cresceu 6,1%, mais do que o Brasil, que ficou em 2,5% segundo esse dado de hoje do IBGE.  

Acompanhado com atenção pelo Observatório Fiesc, este indicador do BC mostrou que, a exemplo do Brasil, a economia de SC também perdeu ritmo no segundo trimestre de 2025. O IBCR-SC de junho frente ao mês anterior, maio, teve queda de -0,1%. Em maio, na comparação com abril recuou 0,3% e em abril frente a março a queda foi maior, de 1,3%.

No mês de junho em relação a maio, a indústria catarinense recuou -0,8% e a maior queda foi no setor de móveis de madeira, com retração de -8,7%. O comércio ampliado cresceu 0,2% frente ao mês anterior, puxado pelas vendas de tecidos, vestuário e calçados, que cresceram 6,6%. E o setor de serviços teve queda de -0,7% em junho frente a maio, com maior recuo no turismo, de -3,7%.

Para o segundo semestre, em especial os últimos cinco meses, a economia de SC terá impactos negativos dos juros altos e do tarifaço. Mas como a economia do estado é diversificada e tem crescido acima da média, é possível que o resultado geral no ano seja com alta do PIB maior do que a do Brasil.

Considerando o primeiro semestre, quando o estado cresceu 6,1% segundo o IBCR, Santa Catarina foi bem. A produção industrial teve alta de 4,4%, o comércio ampliado avançou 4% e os serviços cresceram 4,6%.

No Brasil, considerando esse mesmo indicador, a produção industrial cresceu 1,2%, o comércio ampliado avançou 0,5% e os serviços cresceram 2,5%. A partir de agora, é preciso acompanhar os impactos do tarifaço e dos juros na economia catarinense.

Via NSCTotal