O crescimento acumulado de janeiro a maio foi expressivo, mas nos dois últimos meses teve queda
Com impactos dos juros básicos altos e instabilidades no mercado internacional, a expansão da economia de Santa Catarina está perdendo ritmo. Teve alta acumulada de 6,1% de janeiro a maio, mas nos dois últimos meses teve resultado negativo. É isso que mostra o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC), apurado pelo Banco Central e considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).
O Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de SC, que acompanha esse indicador, destaca que no mês de maio frente a abril ele teve recuo de -0,3% e em abril frente a março caiu -1,3%. Pesquisas do IBGE que integram o cálculo do PIB também mostraram queda em maio frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal, segundo o Observatório. Em maio, o comércio ampliado recuou -2,1%, os serviços -0,9% e a produção industrial teve queda de -0,2%.
– Apesar de Santa Catarina ter registrado expansão na atividade econômica de 6,1% de janeiro a maio na comparação com o mesmo período do ano anterior, o momento atual da economia já sente os efeitos do ciclo da taxa de juros, que está subindo desde setembro de 2024 – analisa Camila Morais, economista do Observatório Fiesc.
De acordo com a economista, uma das razões da alta maior no começo do ano foi o fato de a economia ter estado em processo de recuperação no primeiro trimestre do ano passado. Isso tornou a base de comparação favorável e este ano. Além disso, o agronegócio foi bem no começo de 2025. Essa combinação ajudou no resultado positivo.
Os resultados positivos da indústria, comércio e serviços de janeiro até maio ajudaram a economia de SC. A produção industrial cresceu 4,8% nesse período. As maiores altas foram nos grupos de produtos de metal, com crescimento de 19,3%, produção de móveis com aumento de 10,3% e de minerais não metálicos (revestimentos e cerâmicas) que subiram 9,4%.
O varejo ampliado teve crescimento de 5,1% até maio. As maiores altas foram nos grupos de outros produtos de uso pessoal e doméstico (15,5%), materiais de construção (8,8%), hipermercados e supermercados (8,1%) e tecidos, vestuário e calçados (7,2%).
O setor de serviços cresceu 5% de janeiro a maio deste ano em SC. As maiores altas foram em serviços prestados às famílias (hotéis e restaurantes) com 10,9% e atividades turísticas 9,7%.
Via NSCTotal – Coluna Estela Benetti

