Sindifisco Matérias Site 1

Cristiano Colpani assume a presidência do Sindicato e projeta uma atuação técnica, estratégica e comprometida com o futuro da Administração Tributária catarinense

A cerimônia de posse da nova diretoria do Sindifisco/SC, realizada em maio de 2025, marcou mais do que a transição de comando na entidade. Representou o início de um novo ciclo na história do Sindicato dos Fiscais da Fazenda do Estado de Santa Catarina, uma fase que combina continuidade institucional e renovação de ideias, com o compromisso de fortalecer a categoria, aprimorar o diálogo com os poderes públicos e ampliar a presença do Fisco catarinense nas discussões sobre o futuro do sistema tributário nacional.

O evento contou com a presença do secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, além de deputados estaduais, autoridades do Governo de Santa Catarina, dirigentes de associações parceiras, representantes do Sindifisco de outras regiões do país, membros do Fisco catarinense e convidados. A ampla participação reforçou o caráter institucional da solenidade e a relevância do Sindicato no cenário fiscal de Santa Catarina.

O Auditor Fiscal Cristiano Fornari Colpani assumiu a presidência do Sindifisco/SC para o triênio 2025–2028, sucedendo José Antônio Farenzena, que liderou a entidade por dois mandatos consecutivos. Ao lado de uma equipe reconhecida pela experiência técnica e atuação sindical, Colpani assume com o desafio de conduzir o Sindicato em um período decisivo, marcado pela implementação da Reforma Tributária e pelas transformações estruturais na administração pública.

Em seu discurso de posse, Colpani destacou que o papel do Sindifisco/SC será o de “articular, propor e construir soluções” para garantir que Santa Catarina continue sendo referência em eficiência fiscal e justiça tributária. “Temos uma história consolidada, construída com trabalho, técnica e compromisso. Mas o futuro exige novas respostas, novas formas de pensar e agir. Precisamos fortalecer nossa base técnica, investir em tecnologia e valorizar o servidor público que faz a diferença na gestão fiscal”, afirmou.

Transição com legado e continuidade

A nova gestão sucede um período de importantes avanços institucionais. Entre 2019 e 2025, sob a presidência de José Antônio Farenzena, o Sindifisco/SC consolidou-se como uma das entidades fiscais mais respeitadas do país. Foram anos de diálogo com o Governo do Estado, atuação ativa no debate sobre a Reforma Tributária e contribuição decisiva para o aprimoramento de políticas públicas de arrecadação, transparência e eficiência administrativa.

Durante esse período, o Fisco catarinense foi protagonista na formulação e execução de programas estratégicos, como o Plano de Ajuste Fiscal (Pafisc), o Recupera Mais — maior programa de regularização tributária da história do Estado —, o Programa de Gestão de Desempenho (PROGRIDE) e o Fundo Estratégico de Administração Tributária (FEAT), criado para garantir investimentos contínuos na modernização tecnológica e operacional da Secretaria da Fazenda. O legado de Farenzena foi reconhecido por colegas, autoridades e parlamentares, incluindo uma homenagem da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O ex-presidente, que agora integra a nova diretoria como 2º Vice-Presidente, destacou a importância da continuidade institucional:

“A Administração Tributária catarinense é um patrimônio construído a muitas mãos. A nova gestão do Sindifisco herda uma estrutura sólida, mas com o desafio de continuar avançando — não apenas para defender a carreira, mas para garantir que o sistema tributário continue servindo à sociedade com eficiência, ética e transparência.”

O triênio que se inicia é considerado um dos mais estratégicos para a Administração Tributária brasileira. A Reforma Tributária, que entra em fase de implementação a partir de 2026, representa a maior mudança estrutural no sistema de arrecadação das últimas décadas. A transição para o novo modelo, baseado no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), exigirá um esforço coordenado entre União, estados e municípios para garantir que a arrecadação e a gestão fiscal mantenham equilíbrio e eficiência.

Para Santa Catarina, esse processo é especialmente relevante. O Estado figura entre os que mais arrecadam proporcionalmente à sua economia e é reconhecido pela alta eficiência de sua Administração Tributária. A nova gestão do Sindifisco/SC tem como meta assegurar que essa posição se mantenha — e se fortaleça — no novo cenário federativo.

Segundo Colpani, o protagonismo catarinense depende da capacidade de inovação e da valorização permanente dos Auditores Fiscais. “Nenhum sistema funciona sem pessoas preparadas. A inteligência artificial, os algoritmos e os grandes volumes de dados que hoje sustentam a administração pública são ferramentas — mas o olhar humano, o discernimento técnico e o compromisso ético do Auditor Fiscal continuam sendo insubstituíveis”, destacou.

O presidente defende um modelo de gestão sindical pautado pela técnica e pelo diálogo, com foco na qualificação permanente e no fortalecimento institucional. “O papel do Sindifisco é garantir que os auditores tenham condições de exercer suas funções com excelência, autonomia e reconhecimento. Nossa atuação é, antes de tudo, uma defesa da sociedade catarinense, que depende da arrecadação justa para financiar saúde, educação, segurança e infraestrutura”, afirmou.

Tecnologia e inovação como pilares do futuro

A gestão 2025–2028 aposta na ampliação de políticas voltadas à inovação e à modernização das práticas fiscais. Santa Catarina foi pioneira na adoção de ferramentas de big data e inteligência artificial para o cruzamento de informações fiscais, o que permitiu detectar irregularidades, reduzir fraudes e melhorar a eficiência da fiscalização.

Agora, a meta é ampliar esse modelo para novas áreas, fortalecendo o uso de tecnologias preditivas e integradas à gestão tributária. Entre as prioridades está o fortalecimento do Sistema de Administração Tributária (SAT) e a ampliação das iniciativas de automação que tornam o trabalho dos auditores mais ágil e inteligente.

Colpani reforça que a inovação deve caminhar ao lado da valorização humana. “Tecnologia sem propósito não transforma. É preciso que ela esteja a serviço da eficiência fiscal e do desenvolvimento econômico, mas também da simplificação e da justiça tributária. O nosso desafio é equilibrar essas dimensões”, afirmou.

Valorização da carreira e fortalecimento do serviço público

Outro eixo central da nova gestão é a defesa da valorização do Auditor Fiscal. A categoria tem sido peça-chave no equilíbrio financeiro de Santa Catarina, responsável por assegurar a arrecadação que sustenta os serviços públicos essenciais. No entanto, Colpani destaca que essa relevância precisa se refletir em políticas permanentes de valorização, reconhecimento e formação.

“Precisamos pensar no futuro da carreira. A nova geração de auditores deve encontrar um ambiente de trabalho estimulante, tecnicamente desafiador e alinhado com os valores do serviço público. O investimento em capacitação e valorização é o que garantirá a perenidade da Administração Tributária catarinense”, destacou.

Sindifisco/SC e o papel do diálogo institucional

Nos últimos anos, o Sindifisco/SC consolidou uma relação de cooperação com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, participando ativamente da construção de políticas fiscais e econômicas.

Esse diálogo, segundo Colpani, será ampliado no novo triênio. “Queremos ser uma entidade que propõe, que participa das decisões e que leva soluções embasadas em evidências. O Sindifisco é técnico, e o técnico precisa ser ouvido quando o tema é a sustentabilidade do Estado”, afirmou.

A aproximação com outras entidades do Fisco estadual e federal também está entre as prioridades. A diretoria planeja intensificar a atuação no âmbito da FenaFisco (Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital) e contribuir com discussões nacionais sobre carreira, autonomia e financiamento das administrações tributárias.

Olhar para o futuro: Santa Catarina como referência

A eficiência fiscal de Santa Catarina é reconhecida nacionalmente. O Estado ocupa posição de destaque em indicadores de competitividade, crescimento econômico e geração de empregos — resultados que dependem diretamente da atuação do Fisco. Manter essa performance é uma das metas da nova gestão.

O presidente Colpani ressalta que o futuro da Administração Tributária catarinense será definido pela capacidade de adaptação ao novo modelo de arrecadação nacional. A transição para o IBS exigirá ajustes complexos, mas também abre espaço para inovação. “O desempenho de cada Estado nos próximos anos será determinante para o cálculo da participação no Fundo de Desenvolvimento Regional, que definirá os repasses federativos pelas próximas décadas. É hora de redobrar o trabalho e garantir que Santa Catarina continue contribuindo com mais eficiência e recebendo de forma justa”, afirmou.

Quem é o novo presidente

Natural de Lages, Cristiano Fornari Colpani, 46 anos, é Auditor Fiscal da Secretaria da Fazenda de Santa Catarina desde 2020. Atuou por 13 anos no setor de tecnologia e 14 na administração pública, acumulando experiência em gestão de inovação, governança digital e modernização de processos, representação fiscal junto ao Conselho de Contribuintes e gestor de programas de modernização da estrutura fazendária.

Compromisso com o futuro

A nova diretoria do Sindifisco/SC, formada por auditores de diferentes regiões e gerações, reflete a diversidade e a força da categoria. O desafio é grande, mas o propósito é ainda maior: garantir que o Fisco catarinense continue sendo sinônimo de eficiência, transparência e compromisso público. Em suas palavras finais na cerimônia de posse, Colpani resumiu o espírito que guia o novo ciclo:

“Assumimos com gratidão pelo passado e responsabilidade pelo futuro. O Sindifisco é mais do que um sindicato: é uma instituição de Estado. Vamos seguir defendendo uma Administração Tributária forte, moderna e humana — essencial para que Santa Catarina continue acima da média.”

O Sindifisco que vem aí: estratégia, presença e sociedade

A nova diretoria também planeja reforçar o posicionamento institucional do Sindicato junto à sociedade. A meta é ampliar a presença do Sindifisco/SC nas discussões públicas sobre finanças estaduais, políticas fiscais e qualidade do gasto público, por meio de campanhas de comunicação e ações de aproximação com a população.

“A sociedade precisa compreender o papel do Auditor Fiscal não apenas como arrecadador, mas como agente de cidadania. Quando o imposto é bem arrecadado e bem aplicado, todos ganham — o contribuinte, o Estado e o cidadão. Nosso desafio é mostrar isso com clareza”, afirmou o diretor de comunicação, Sérgio Dias Pinetti.

Matéria publicada na Revista Sindifisco – Edição 89 – Relatório anual 2025.

Leia a revista completa aqui.

Acesse aqui as edições anteriores.